sexta-feira, 2 de setembro de 2016

LEITURA DE SETEMBRO

CLUBE DE LEITURA - SETEMBRO 
Leitura indicada"o NOME DA ROSA" de Umberto Eco
Destinatários: público em geral
Data: 29 Setembro de 2016
Horário: 21h00 às 22h00



SINOPSE
Um estudioso descobre casualmente a tradução francesa de um manuscrito do século XIV: o autor é um monge beneditino alemão, Adso de Melk, que narra, já em idade avançada, uma perturbante aventura da sua adolescência, vivida ao lado de um franciscano inglês, Guilherme de Baskerville.
Estamos em 1327. Numa abadia beneditina reúnem-se os teólogos de João XXII e os do Imperador. O objecto da discussão é a pregação dos Franciscanos, que chamam a igreja à pobreza evangélica e, implicitamente, à renúncia ao poder temporal.
Guilherme de Baskerville, tendo chegado com Adso pouco antes das duas delegações, encontra-se subitamente envolvido numa verdadeira história policial. Um monge morreu misteriosamente, mas este é apenas o primeiro dos sete cadáveres que irão transtornar a comunidade durante sete dias. Guilherme recebe o encargo de investigar esses prováveis crimes. O encontro entre os teólogos fracassa, mas não a investigação do nosso Sherlock Holmes da Idade Média, atento decifrador de sinais, que através de uma série de descobertas extraordinárias, conseguira no final encontrar o culpado nos labirintos da Biblioteca.

AUTOR
Umberto Eco
Escritor e homem de letras italiano, Umberto Eco nasceu a 5 de Janeiro de 1932 em Alessandria (Piemonte) e morreu a 19 de fevereiro de 2016. Pouco se sabe sobre as suas origens e a sua infância, salvo que revelou extrema precocidade ao doutorar-se pela Universidade de Turim com apenas vinte e dois anos de idade, em 1954, apresentando para o efeito uma tese consagrada ao pensamento filosófico de São Tomás de Aquino "O Problema Estético em S. Tomás de Aquino". 
Entre 1954 e 1959 desempenhou as funções de editor cultural na famosa cadeia de televisão estatal italiana RAI, leccionando também nessa altura nas universidades de Turim, Milão e Florença e no Instituto Politécnico de Milão. Com apenas trinta e nove anos de idade foi nomeado professor catedrático de Semiótica pela Universidade de Bolonha, a mais conceituada do seu país. 
Começou a escrever nos finais da década de 50, contribuindo para diversas publicações periódicas com uma série de artigos que seriam reunidos em volumes como "Diario Minimo" (1963, Diário Mínimo), "Il Costume di Casa" (1973), "Dalla Periferia Dell'Impero" (1977) e "Il Secondo Diario Minimo" (1992). O seu início de actividade ficou também marcado por obras como "Opera Aperta" (1962) e "Apocalittici E Integrati" (1964, Apocalípticos e Integrados). 
Mantendo uma carreira editorial bastante completa e activa, Eco não deixou de publicar estudos académicos sobre Estética, Semiótica e Filosofia, dos quais se podem destacar "La Definizione Dell'Arte" (1968), "Le Forme Del Contenuto" (1971), "Trattato Di Semiotica Generale" (1976), "Come Si Fa Una Tesi Di Laurea" (Como Fazer Uma Tese de Doutoramento, 1977) e "Arte E Bellezza Nell'Estetica Medievale" (1986), obra que lhe valeu vários e conceituados prémios literários. Em 1980 publicou o seu primeiro romance, "Il Nome Della Rosa" (O Nome da Rosa), obra que foi imediatamente considerada como um clássico da literatura mundial. Contando as andanças de um monge do século XIV que é chamado a uma abadia beneditina para solucionar um crime, Eco restabelecia a velha contenda entre o mundo material e o espiritual. A obra foi adaptada com sucesso para o cinema em 1986, pela mão do realizador Jean-Jacques Annaud. 
Bastante popular, sobretudo nos meios mais eruditos foi o seu segundo romance, "Il Pendolo Di Foucault" (1988, O pêndulo de Foucault), em que Eco contrapunha o hermetismo e a cosmologia aos potenciais da informática e aos perigos do crime organizado. 
O público acolheu com mais modéstia "L'Isola Del Giorno Prima" (1995, A Ilha do Dia Antes), romance em que Roberto della Griva, um aristocrata do século XVII, desperta numa embarcação à deriva no Pacífico Sul, e "Baudolino" (2000, Baudolino), obra também pertencente ao género do romance histórico.



Ver mais em:



O FILME “O nome da Rosa”

Trailer:

Análise filosófica: (filme académico brasileiro):
ENTREVISTA: 

LEITURA DE SETEMBRO

CLUBE DE LEITURA - SETEMBRO 
Leitura indicada"o NOME DA ROSA" de Umberto Eco
Destinatários: público em geral
Data: 29 Setembro de 2016
Horário: 21h00 às 22h00



SINOPSE
Um estudioso descobre casualmente a tradução francesa de um manuscrito do século XIV: o autor é um monge beneditino alemão, Adso de Melk, que narra, já em idade avançada, uma perturbante aventura da sua adolescência, vivida ao lado de um franciscano inglês, Guilherme de Baskerville.
Estamos em 1327. Numa abadia beneditina reúnem-se os teólogos de João XXII e os do Imperador. O objecto da discussão é a pregação dos Franciscanos, que chamam a igreja à pobreza evangélica e, implicitamente, à renúncia ao poder temporal.
Guilherme de Baskerville, tendo chegado com Adso pouco antes das duas delegações, encontra-se subitamente envolvido numa verdadeira história policial. Um monge morreu misteriosamente, mas este é apenas o primeiro dos sete cadáveres que irão transtornar a comunidade durante sete dias. Guilherme recebe o encargo de investigar esses prováveis crimes. O encontro entre os teólogos fracassa, mas não a investigação do nosso Sherlock Holmes da Idade Média, atento decifrador de sinais, que através de uma série de descobertas extraordinárias, conseguira no final encontrar o culpado nos labirintos da Biblioteca.

AUTOR
Umberto Eco
Escritor e homem de letras italiano, Umberto Eco nasceu a 5 de Janeiro de 1932 em Alessandria (Piemonte) e morreu a 19 de fevereiro de 2016. Pouco se sabe sobre as suas origens e a sua infância, salvo que revelou extrema precocidade ao doutorar-se pela Universidade de Turim com apenas vinte e dois anos de idade, em 1954, apresentando para o efeito uma tese consagrada ao pensamento filosófico de São Tomás de Aquino "O Problema Estético em S. Tomás de Aquino". 
Entre 1954 e 1959 desempenhou as funções de editor cultural na famosa cadeia de televisão estatal italiana RAI, leccionando também nessa altura nas universidades de Turim, Milão e Florença e no Instituto Politécnico de Milão. Com apenas trinta e nove anos de idade foi nomeado professor catedrático de Semiótica pela Universidade de Bolonha, a mais conceituada do seu país. 
Começou a escrever nos finais da década de 50, contribuindo para diversas publicações periódicas com uma série de artigos que seriam reunidos em volumes como "Diario Minimo" (1963, Diário Mínimo), "Il Costume di Casa" (1973), "Dalla Periferia Dell'Impero" (1977) e "Il Secondo Diario Minimo" (1992). O seu início de actividade ficou também marcado por obras como "Opera Aperta" (1962) e "Apocalittici E Integrati" (1964, Apocalípticos e Integrados). 
Mantendo uma carreira editorial bastante completa e activa, Eco não deixou de publicar estudos académicos sobre Estética, Semiótica e Filosofia, dos quais se podem destacar "La Definizione Dell'Arte" (1968), "Le Forme Del Contenuto" (1971), "Trattato Di Semiotica Generale" (1976), "Come Si Fa Una Tesi Di Laurea" (Como Fazer Uma Tese de Doutoramento, 1977) e "Arte E Bellezza Nell'Estetica Medievale" (1986), obra que lhe valeu vários e conceituados prémios literários. Em 1980 publicou o seu primeiro romance, "Il Nome Della Rosa" (O Nome da Rosa), obra que foi imediatamente considerada como um clássico da literatura mundial. Contando as andanças de um monge do século XIV que é chamado a uma abadia beneditina para solucionar um crime, Eco restabelecia a velha contenda entre o mundo material e o espiritual. A obra foi adaptada com sucesso para o cinema em 1986, pela mão do realizador Jean-Jacques Annaud. 
Bastante popular, sobretudo nos meios mais eruditos foi o seu segundo romance, "Il Pendolo Di Foucault" (1988, O pêndulo de Foucault), em que Eco contrapunha o hermetismo e a cosmologia aos potenciais da informática e aos perigos do crime organizado. 
O público acolheu com mais modéstia "L'Isola Del Giorno Prima" (1995, A Ilha do Dia Antes), romance em que Roberto della Griva, um aristocrata do século XVII, desperta numa embarcação à deriva no Pacífico Sul, e "Baudolino" (2000, Baudolino), obra também pertencente ao género do romance histórico.



Ver mais em:




O FILME “O nome da Rosa”

Trailer:

Análise filosófica: (filme académico brasileiro):
ENTREVISTA: 

sexta-feira, 22 de julho de 2016

CLUBE DE LEITURA DE JULHO

Já com um cheirinho a férias, a sessão iniciou com a leitura do conto Palavras à solta de Ana Oliveira, lido pela própria autora, que faz parte do nosso Clube. 

Conforme nos explicou a escritora, este p
equeno conto que nos fala da pequena Alice que descobriu a magia das palavras numa ida com a mãe a uma livraria, está inserido no livro "Papá, só mais uma..." e resulta dos contos vencedores do concurso Papá, só mais uma... 2015, com vários autores, tais como Ana Amaral, André Russo, Inês Tiil, João Cunha Silva, Quita Miguel e ilustrações de Geandra Lipa.

Passamos depois à discussão sobre a obra Vamos comprar um poeta de Afonso Cruz. O livro, que à partida poderia parecer um conto quase infanto-juvenil, afinal tem uma mensagem bastante mais profunda. Fala-nos da atualidade. Da contabilidade com que se gere a vida. Da quantificação de tudo, até dos sentimentos. E da urgente necessidade de combater essa desumanização com a poesia.

"A poesia, diz-me ele, transfigura o universo e faz emergir a realidade descrita com absoluta precisão da ambiguidade. Nunca li um bom verso que não voasse da páginas em que foi escrito.
A poesia é um dedo espetado na realidade!"

O Clube volta em setembro, com a obra O Nome da Rosa de Umberto Eco. Até lá, Boas férias en excelentes leituras!!
















segunda-feira, 4 de julho de 2016

LEITURA DE JULHO

Leituras indicadas:

  • "Vamos comprar um poeta" de Afonso Cruz
 


Sinopse: Numa sociedade imaginada, o materialismo controla todos os aspetos das vidas dos seus habitantes. Todas as pessoas têm números em vez de nomes, todos os alimentos são medidos com total exatidão e até os afetos são contabilizados ao grama. E, nesta sociedade, as famílias têm artistas em vez de animais de estimação. A protagonista desta história escolheu ter um poeta e um poeta não sai caro nem suja muito - como acontece com os pintores ou os escultores - mas pode transformar muita coisa. A vida desta menina nunca mais será igual…

Uma história sobre a importância da Poesia, da Criatividade e da Cultura nas nossas vidas, celebrando a beleza das ideias e das ações desinteressadas.

  • "Palavras à solta" de Ana Oliveira (Infantil)


Sinopse: Um dia Alice foi com a mãe a uma livraria. Um livro chamou-a porque se sentia só, apesar da companhia dos outros livros na estante. 
O livro queria apenas ser folheado, afagado e também ser lido. 
Alice fez-lhe a vontade e a magia das palavras aconteceu...

 (Pequeno conto inserido no livro "Papá, só mais uma...", contos vencedores do concurso Papá, só mais uma... 2015, com vários autores, tais como Ana Amaral, Ana Oliveira, André Russo, Inês Tiil, João Cunha Silva, Quita Miguel e ilustrações de Geandra Lipa)
 
Destinatários: público em geral
Data: 21 junho de 2016
Horário: 21h00 às 22h00


sexta-feira, 1 de julho de 2016

CLUBE DE LEITURA DE JUNHO

Ontem, pelas 21h00, decorreu mais uma sessão de Clube de Leitura, desta vez dedicada à obra "O Deus das moscas" de William Golding, vencedor do Prémio Nobel em 1983.

Ao ser publicada em 1954, não teve muito sucesso, no entanto, torna-se  leitura obrigatória no ensino, tendo sido adaptado ao cinema em 1963 e em 1990.

É considerado um clássico da literatura do pós-guerra, ao lado de "A revolução dos bichos" ou "O triunfo dos porcos" e o "Apanhador no campo de centeio".

 "O Senhor das Moscas " é um trabalho de filosofia moral. O cenário da ilha, um paraíso com toda a comida e a água necessários, pode ser visto como uma metáfora para o jardim de Éden. Assim, a primeira aparição do “Bicho” seria o surgimento da serpente, como o mal surge no livro de Genesis.
Um dos principais temas do livro é a natureza do Mal. Isto pode ser claramente visto na conversa que Simon mantém com o crânio do porco, que se refere a si mesmo como “O Senhor das Moscas” (uma tradução literal do nome hebraico de Ba'alzevuv, ou Beelzebub em grego). O nome, enquanto se refere aos enxames de moscas sobre si, claramente refere-se ao personagem bíblico.

Embora todas as personagens sejam crianças, não deixa de ser uma alegoria à nossa sociedade, à sua evolução, à escalada de violência e o instinto de tirania, o fomento de mitos para a manutenção do medo e do domínio sobre o outro.

O racionalidade e o humanismo que também fazem parte do ser humano quase que são esmagados para a sobrevivência na selvajaria.

“O Senhor das Moscas” contém inúmeros temas e simbolismos. Qualquer um dos personagens pode representar diferentes papéis na sociedade.


  • Ralph pode representar a democracia, uma vez que ele é o líder por escolha da maioria e tenta tomar as decisões que sejam melhores para todos.
  • Jack podem representar o fascismo, uma vez que é cruel e tenciona controlar a todos na ilha.
  • Piggy pode representar a ciência, uma vez que ele age de modo lógico e é impopular, mas necessário a longo prazo.
  • O coral de meninos que se transforma no grupo de caçadores representaria o exército: eles fazem o que Jack determina porque é melhor para eles estarem inseridos no grupo do que contra ele.
  • Sam e Eric representariam as pessoas que são impressionáveis, e que tendem a não pensar por si próprias. Em diversas partes do livro, seu comportamento imita o dos cães.
  • O "Bicho" representa a propaganda, causando medo por um inimigo nunca visto e usada para unir os meninos ao redor de Jack.
  • Simon representaria a fé e a religião, por ter visões e revelações místicas. Também poderia ser caracterizado como tendo esquizofrenia.
  • Os óculos representariam a razão e a habilidade de se ver com clareza.
  • A concha representa ordem e democracia na ilha.

Outras interpretações consideram não tanto uma alegoria política, mas uma alegoria social. Esta linha de pensamento indicaria que:
  • Ralph representa o governo, a ordem e a responsabilidade
  • Piggy representa a inteligência e a razão, não importando o quão impopular a verdade possa ser
  • Jack representa a barbárie, o lado negro da humanidade.
  • A concha representa a civilização, e quando Jack a abandona, ele rompe as amarras que o prendem ao mundo moderno.
  • O fogo representa a utilidade, um meio para um fim, o qual, quando usado de modo incorreto, se torna um fim em si mesmo
  • O Senhor das Moscas representa o Mal escondido no coração de todos.

 
 
 
 
 
 

    quinta-feira, 2 de junho de 2016

    LEITURA DE JUNHO





    Leitura indicada: "O Deus das Moscas" de William Golding

    Destinatários: público em geral

    Data: 29 de Junho de 2016

    Horário: 21h00 às 22h00











    Sinopse:

    Da inocência à barbárie - este o dilema que é a tese de O Deus dos Moscas, de William Golding, Prémio Nobel (1983), romancista inglês considerado como um dos maiores vultos da literatura do seu país. A Problemática abordada na obra de Golding (vários romances e ensaios) é a do nosso tempo e reflecte, numa visão nova e original, os matizes de um dilaceramento interior, decorrente da inadequação a estruturas mentais sub-repticiamente minadas pelas vicissitudes da conjuntura histórica. Ora essa problemática atinge o cume em O Deus das Moscas, obra que_ pela contenção e limpidez de escrita, se aproxima (segundo críticos internacionais) da tragédia grega. Através de um grupo de jovens, abandonados numa ilha deserta, o romancista britânico dá-nos a crise de valores vinda directamente dos resquícios da ll Grande Guerra (conflito em que o escritor participou). Um romance sempre actual, pois que se adapta inclusive a confrontos que ainda ocorrem na actualidade. Daí, por consequência, a sua perenidade, a par de unia lição de estética no âmbito da literatura, unicamente comparável, entre outros, a Camus e Sartre. 



    Análises

    Muitos interpretaram "O Senhor das Moscas " como um trabalho de filosofia moral. O cenário da ilha, um paraíso com toda a comida e a água necessários, pode ser visto como uma metáfora para o Jardim de Éden. Assim, a primeira aparição do “Bicho” seria o surgimento da serpente, como o mal surge no livro de Génesis.
    Um dos principais temas do livro é a natureza do Mal. Isto pode ser claramente visto na conversa que Simon mantém com o crânio do porco, que se refere a si mesmo como “O Senhor das Moscas” (uma tradução literal do nome hebraico de Ba'alzevuv, ou Beelzebub em grego). O nome, enquanto se refere aos enxames de moscas sobre si, claramente refere-se ao personagem bíblico.


    “O Senhor das Moscas” contém inúmeros temas e simbolismos.
    Qualquer um dos personagens pode representar diferentes papéis na sociedade.
    • Ralph pode representar a democracia, uma vez que ele é o líder por escolha da maioria e tenta tomar as decisões que sejam melhores para todos.
    • Jack pode representar o fascismo, uma vez que é cruel e tenciona controlar a todos na ilha.
    • Porquinho pode representar a ciência, uma vez que ele age de modo lógico e é impopular, mas necessário a longo prazo.
    • O coral de meninos que se transforma no grupo de caçadores representaria o exército: eles fazem o que Jack determina porque é melhor para eles estarem inseridos no grupo do que contra ele.
    • Sam e Eric representariam as pessoas que são impressionáveis, e que tendem a não pensar por si próprias. Em diversas partes do livro, seu comportamento imita o dos cães.
    • O "Bicho" representa a propaganda, causando medo por um inimigo nunca visto e usada para unir os meninos ao redor de Jack.
    • Simon representaria a fé e a religião, por ter visões e revelações místicas. Também poderia ser caracterizado como tendo esquizofrenia.
    • Os óculos representariam a razão e a habilidade de se ver com clareza.
    • A concha representa ordem e democracia na ilha.
    Outras interpretações consideram não tanto uma alegoria política, mas uma alegoria social. Esta linha de pensamento indicaria que:
    • Ralph representa o governo, a ordem e a responsabilidade
    • Porquinho representa a inteligência e a razão, não importando o quão impopular a verdade possa ser
    • Jack representa a barbárie, o lado negro da humanidade.
    • A concha representa a civilização, e quando Jack a abandona, ele rompe as amarras que o prendem ao mundo moderno.
    • O fogo representa a utilidade, um meio para um fim, o qual, quando usado de modo incorreto, se torna um fim em si mesmo
    • O Senhor das Moscas representa o Mal escondido no coração de todos.





    William Golding nasceu em Inglaterra, no dia 19 de setembro de 1911, precisamente na cidade de Santus Columb Minor e morreu a 19 de junho de 1993, em Perranarworthal, por insuficiência cardíaca.
    Filho de um professor, estudou ciências naturais em Oxford e serviu na marinha britânica, na Segunda Guerra Mundial. Sobre essa experiência, diria: "Qualquer pessoa que tenha passado por esses acontecimentos terríveis sem entender que o homem produz o mal como a abelha produz o mel estava cega ou louca".
    Recebeu o Prémio Nobel da Literatura de 1983.



    quarta-feira, 25 de maio de 2016

    CLUBE DE LEITURA DE MAIO

    Ontem, pelas 21 horas, na Biblioteca, decorreu mais uma animada sessão do Clube de Leitura, neste mês dedicado  à novela "A morte de Ivan Ilitch"  de Leão Tolstoi.

    Através desta leitura pudemos regressar ao século XIX, à sociedade russa na época dos Czars,  assistir de um camarote de um teatro à atuação da famosa Sarah Bernhardt, à vivência de uma personagem central que acaba por sofrer de uma doença prolongada, bem como a atitude daqueles que o rodeiam, até ao desfecho final que culmina no encontro com a morte e por fim a visão da luz.

    A morte e a vida, tema recorrente em muitas obras da literatura clássica é nesta curta história de Leão Tolstoi descrita de uma forma sublime e quase cinematográfica.

    Garantidamente, foi um enorme prazer ler  Leão Tolstoi.